a porra da minha poesia é branca,
a porra da minha porra se espicha em arcos
sobre o umbigo donde surgem as crianças
o xamã absorve da gotícula de clorofila
nos lábios da borboleta gigante cabe o oceano
sonhado pelo soldadinho de chumbo
que pertenceu a infância de meu pai
chico e edu lobo nas pinturas que adornam os lábios da lona,
beatriz, bardo estrela,
do homem raso profundo imoral moral amoral
a purpurina dos astros gira em torno do vórtice