A RAPOSA DOURADA SILVESTRE
CAMINHA NAS LINHAS DA ESTRELA POLAR
neo nazifascistas digitais troteiam sem cartilhas pelos esqueletos do que sobrou da velhaca civilização ora morta
costuras expostas,
pinturas que divido com os irmãos e irmãs,
letrinhas que vou unindo para que o comunicar aconteça
uma cruz de cabos de cobre cruzando uma cruz de fumaça,
esse sou no terreno das tormentas da tarde dos sons de leo mandi
um cálice para bebermos o licor de sândalo com pessêgos, dois cálices para vertermos os olhos em olhos de vermute
Mauro Neme, escuta, assim ao pedir sabemos quem realmente tem olhos, o vazio nos aproxima, a falta de, a falta sim, a solidão nunca, mesmo isolados fisicamente, o corpo, sabemos, não não se limita ao solido, lobsang rampa já nos mostrou isso em entre os mongens do tibet, somos preparados para escrever nos quadros brancos das pessoas a nova história, mesmo que saibamos nenhum outro idioma, o nosso dialeto se multiplica na nossa extrema experiencia de sobrevivencia. passamos por ratos, lacráias, cadáveres no andar de cima... execuções sumárias, amigos presos, amigos loucos nas ruas comendo merda lixo com as baratas, o assim o é carlos lago, alguém lembra dele, fala dele? é um irmão das letras que entrou num labirinto e não saiu...
maçã ainda que maçã não mais que semente, não mais que flor tingida de sangue celestial, maçã de meu nome sendo devorada
02 de março de 2022, acho que estou em silêncio, que sou o silêncio, mesmo que grite, que ouça gritos