sexta-feira, 1 de abril de 2022

 


um corpo sem cabeça, milhões de corpos sem nada,
destroçados pelos desprovidos de olhos...
ele nos ameaçou com suas bombas nucleares,
ele desconhece o coração da primavera,
ele não possui na real, coração
nos varais do anti tudo penduro tuas caras mais que mortas
na poesia da putrefação enterro um punhal de pétalas
rodam luzes assassinas na madrugada escura
dos que se escondem nos subterrâneos do metrô
desmoronam no mar geleiras antigas,
meu sentimento tem dificuldades de continuar escrevendo
sobre os horrores da guerra,
mas como me disse o padrinho dailor varela: “és escriba”
e sendo escriba mesmo sendo poeta devo continuar
um corpo sem cabeça, milhões de corpos sem nada,
destroçados pelos desprovidos de olhos...

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