sexta-feira, 6 de maio de 2022

 


mais de uma vez eu entro na garrafa, nos raios do gargalo,
nas bolhas advindas do fermentar das uvas e do leite,
e pesco nas escamas da parede o assunto,
a cena e o calendário, o bacalhau, o azeite e as batatas
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hoje e sempre no meu veleiro azul, o amor transborda
pelos bicos dos seios da musa de diamantes
que ora dança cá nessa frondosa saleta
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meu beat, meu passo, as jardas de tuas pernas,
percorrem o trajeto que há entre o globo da morte 
e o globo da vida,
no mar, o veleiro azul
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Edu Planchêz Pã Maçã Silattian

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