o escriba, o escritor, o poeta,
cá está no chover,
nas águas de março longas e curtas,
meu voo é eclipsado pelas andorinhas das tuas vistas,
nas sombras das nuvens vertiginosas,
nas sombras das caricaturas furtivas
captadas pelas portas de vitrais,
pelos vitrais penetram os feixes da luz sonhadora
os feixes da luz sonhadora bate tambor,
bate nas janelas das minhas cidades
e escorrem, escorrem as matilhas
dos que se penduram nas pilastras do tempo das chuvas


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