qual puto, qual puta,
que não gostaria de ser por uns milênio rauzito seixas?
bem que tento, que tentei, não desisto,
mesmo com a barba bem branca sigo arranhando os cadernos
e os arames do violão,
e as teclas do piano que fora de minha mama,
e a flauta que achei no lixo,
e a gaita que um aliado me deu dizendo
que foi lhe foi um presente de erasmo carlos
( e não morro e morro comendo cajá-manga com sal
para não perder meu caraoquês, a ginga dos bambas,
o céu qualhado de pipas e meninos
( ladrões assim como eu de pesadelos e anedotas,
de pintas nas xotas de gurias da rua marangá vilas janelas,
de valões inesquecíveis, barro até os cabelos,
de balões crescendo como cruzes
nas atarantadas estrelas do céu das naves arregaçadas


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